IMPRENSA

Pedidos de recuperação judicial disparam no Brasil

Mercado aponta para possibilidades concretas de renegociação

 

De acordo com a consultora Boa Vista, especializada em fusões em aquisições de empresas, houve, em maio, um aumento de 68% nos pedidos de recuperação judicial.

 

Tal fenômeno pode ser atribuído a duas causas. A primeira, mais antiga, diz respeito à lenta recuperação econômica brasileira no cenário pré-pandemia. Já a segunda, traz os reflexos iniciais da crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid 19).

 

Fator que corrobora esta tese é que os pedidos de recuperação judicial se deram de forma concentrada entre as empresas mais afetadas pelas medidas de isolamento, como as pequenas empresas e o setor de serviços. Segundo dados da consultoria Boa Vista, 94,8% das empresas que solicitaram recuperação judicial são pequenas, destas, 55,5% fazem parte do setor de serviços. 

 

Isto significa que há uma tendência de aumento de pedidos de recuperação judicial por parte das empresas afetadas pela pandemia. Já é consenso entre o mercado e o Governo que a queda do PIB, no ano de 2020, estará situada entre 6% e 8%, com graves consequências para a arrecadação e saúde financeira das empresas.

 

Neste sentido, a possibilidade da Recuperação Judicial é uma ferramenta fundamental que os empresários têm à disposição para renegociar suas dívidas com credores e ganhar um tempo precioso para o cumprimento de suas obrigações.

 

Cabe mencionar que, apesar da crise econômica, há um cenário promissor no que diz respeito ao custo do crédito e às possibilidades de renegociação de dívidas. Exemplos importantes desta tendência é a redução histórica da taxa Selic, que se encontra em 3% ao ano, além do grande aumento de renegociações acordadas entre credores e instituições financeiras.

 

Dado relevante para ilustrar esse momento do mercado foi apresentado pela Febraban (Federação brasileira de bancos (Febraban), segundo a instituição, foram realizadas 9,7 milhões de renegociações, movimentando R$ 550 bilhões em créditos cujos vencimentos foram renegociados para março até 22 de maio.

 

São sinais de que as instituições financeiras e os credores estão dispostos a aceitar a renegociação das dívidas. Como consequência, haverá alternativas concretas para que as empresas possam se reestruturar e ganhar novo fôlego com a retomada econômica pós-pandemia.

 

Colocamo-nos à disposição para orientar nossos clientes e parceiros sobre o instituto da recuperação judicial de empreas por meio do email: lodovicoadovogados.adv.br